Remontando a ontologia política do colonialismo

Período
2024 2027

Instituição
Programa de Pós-Graduação em Filosofia, PUCRS
Institute for Women’s and Gender Studies, UGA

Área de concentração
Ética e Filosofia Política

Linha de pesquisa
Estado e Teorias da Justiça

Financiamento
PIPD/CAPES
MInistério da Educação

Este projeto explora a ontologia política do imperalismo proposta por Ariella Aïsha Azoulay a partir de uma revisão crítica da teoria moderna da fotografia, para refletir sobre a continuidade do colonialismo no contexto americano, notadamente as percebidas nas disputas em torno da representação e do trabalho da reparação.

Em um segundo movimento, a investigação pretende colocar em diálogo essa teoria com argumentos de diferentes filósofas feministas latinoamericanas e estadunidenses.

O objetivo do trabalho é compreender quais aspectos de uma possível “sensibilidade moderna” podem ter ensejado o horizonte ontológico do projeto político colonial/imperialista; além de contribuir para a divulgação e a leitura crítica do pensamento das filósofas em questão.

TESTEMUNHOS DA TERRA

Exposições

Testemunhos da Terra (exposição individual), Fotogaleria Virgílio Calegari, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, nov 2024 — fev 2025

Deságua (exposição coletiva), Galeria Augusto Meyer, Casa de Cultura Mario Quintana, nov 2024 — mar 2025

Porto Alegre hipotética (exposição coletiva), Goethe-Institut Porto Alegre, out — nov 2024

Campus Antropoceno América Latina (exposição coletiva), ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial/UERJ, dez 2024

TOPOGRAFIA DOS ENCONTROS

Fotografias/Photographs: Mariana Korman

CAMPUS ANTROPOCENO BRASIL

Casa de Cultura Mario Quintana
Goethe-Institut Porto Alegre
Cinemateca Capitólio
Novembro 2022

Website

O Campus Antropoceno Brasil oferece uma semana de debates e vivências concentrada nos desafios do nosso tempo. O evento promove um espaço para a imaginação coletiva e interdisciplinar sobre o mundo que queremos habitar e a vida que queremos viver no futuro imediato e no futuro distante.

Realizado em novembro de 2022 em Porto Alegre. Com uma programação elaboradora coletivamente por uma dezena de pesquisadores de diferentes áreas, o encontro foi produzido a partir do projeto de pesquisa A Terra e nós pela APPH em parceria com a PUC-Rio, no contexto do projeto internacional Anthropocene Curriculum.

MESA Antropoceno: ecologias contestadas

Convidados: Alexandre Costa e Lorena Fleury
Mediação: Alyne Costa

Os contornos do Antropoceno se ampliam à medida que a união entre as ciências da natureza e as ciências humanas se aliam para dar conta do problema da crise climática. Ainda que tal aliança se constitua em vias da sobrevivência planetária, as pesquisas sobre o Antropoceno não emergem desprovidas de conflitos de perspectivas. Como endereçar os debates que subjazem ao próprio conceito do Antropoceno, suas evidências, sua datação e também os seus impactos, sem homogeneizar e pacificar os seus conflitos?

Escalas: dinâmicas fundo-superfície

Convidados: Francisco Eliseu Aquino, Renzo Taddei e Rodrigo Nunes
Mediação: Anelise De Carli

Quais os tamanhos do Antropoceno? Das variações biológicas de microorganismos às grandes catástrofes climáticas e biogeoquímicas, as diferentes escalas que compõem as paisagens do nosso contemporâneo parecem estabelecer entre si estranhas relações de parentesco. A facilidade com que achávamos saber distinguir o micro do macro, o local do global e o particular do universal parece se desfazer na medida em que as conexões constitutivas que tecem o fundo de nossas vidas emergem para a superfície. Como jogar com as escalas do Antropoceno?

Contaminações: confusão das fronteiras

Convidados: Alexandro Cardoso, Guilherme Moura e Jean Segata
Mediação: André Araujo

Com o desenvolvimento histórico das ideias de indivíduo e autonomia, construímos um mundo com limites bem estabelecidos, ainda que toda entidade mantenha uma relação constitutiva com seu entorno. Em tempos de catástrofe climática, quando observamos a proliferação de efeitos locais em escala global, precisamos nos perguntar quais as conexões que se estabelecem entre a diversidade de seres, borrando fronteiras antes fortemente estabelecidas. Que tipos de contágios e contaminações povoam o horizonte do Antropoceno? Como produzir conexões que confundam as fronteiras? Como saber quais as contaminações desejáveis?

Retomadas: outros passados, novos futuros

Convidados: Ana Morel, Berenice Gomes de Deus e Cacica Kerexú Takuá
Mediação: Fernando Silva e Silva

Os espaços e as organizações que coabitam entre si, e abrem um campo de possibilidades para o futuro de nossa existência. Não apenas do ponto de vista da construção de espaços comuns, seja na cidade ou na floresta, mas também a partir da ativação de passados e construção de presentes, no esforço de pensar as reivindicações de reparação histórica como projetos de futuro mais justos e plurais no Antropoceno.

Fotografias/Photographs: Fabio Alt

EXPOSIÇÃO CAMPUS ANTROPOCENO BRASIL

Curadoria para a exposição coletiva

Goethe-Institut Porto Alegre
Novembro 2022 – Fevereiro 2023

Website

Há sete anos, o Brasil testemunhava o maior crime ambiental da sua história. Cinquenta e seis milhões de toneladas de rejeitos de mineração de ferro e sílica romperam os muros do reservatório da Samarco Mineração S/A, criando uma avalanche de lama que devastou a cidade de Mariana, em Minas Gerais, e vários distritos adjacentes. 

Os desastres ambientais dão contornos muito nítidos às relações insustentáveis que os humanos têm estabelecido ao longo dos séculos com os demais seres e ambientes. Quando imaginávamos que estava seguro o nosso lugar na ponta da mesa e que se poderia dar o nosso nome ao próprio tempo – Antropoceno -, o jantar recebe um convidado intruso: Gaia. 

A Exposição Campus Antropoceno Brasil, que acompanha o encontro de mesmo nome, apresenta trabalhos de artistas de diferentes gerações que se problematizam questões de convivência entre seres humanos e não humanos, alterações nas paisagens por efeito da ação humana e especulações sobre o futuro através de múltiplas metodologias. A dimensão de transformações trazidas pela crise climática é um desafio para a nossa imaginação. Diante dele, é preciso ampliar nossas sensibilidades e linguagens, movimentos aqui provocados pelo desenvolvimento de poéticas contemporâneas e propostas de experimentos perceptivos.

O desafio do nosso tempo de catástrofes é conseguir imaginar e produzir um mundo em que caibam vários mundos. Os experimentos artísticos propostos pelas artistas desta Exposição procuram desautomatizar gestos apressados da era da informação e nos fazer novamente atentos e sensíveis aos desastres ambientais e à multiplicidade de seres e modos de existência que compõem continuamente o mundo em que vivemos.

Artistas

Ana Laura Malmaceda
Camila Proto
Carolina Marostica
Clara Trevisan
Helga Corrêa
Júlia Pontés
Lidia Brancher
Néle Azevedo
Paula Pedrosa
Pilar Santamaría
Tuane Eggers & Humberto Mohr

Performance de abertura

Camila Proto & Marcelo Conter

Mostra de cinema

Curadoria: Anelise De Carli

Nesta mostra cinematográfica especial, exibimos produções contemporâneas que nos oferecem uma visão ecológica ampliada, apontando para uma visão de mundo que contemple múltiplas formas de existência e relações humanas e não humanas. Os títulos tratam da crise climática, das cosmovisões de povos originários, do extrativismo, do consumo e do desperdício e das utopias sobre o futuro. Apresentamos uma seleção de filmes internacionais – com documentários e experimentações etnográficas – e nacionais – notadamente do cinema indígena brasileiro

Correalização
Goethe-Institut Porto Alegre
Anthropocene Curriculum
Haus der Kulturen der Welt
Max Planck Institute for the History of Science

Financiamento
CNPq
Rede Covid-19 Humanidades
PPGAS/UFRGS
IFCH/UFRGS
Instituto Serrapilheira
Departamento de Filosofia PUC-Rio
Editora Bazar do Tempo

Apoio
Casa de Cultura Mario Quintana
Cinemateca Capitólio
Fórumdoc.BH
Livraria Baleia
Livraria Taverna
PARI-c
SEL Harvard

A TERRA E NÓS: EDUCAÇÃO, POLÍTICA E CIDADANIA NO ANTROPOCENO

Financiamento / Funding
Chamada Universal CNPq
Brazilian Ministry of Science and Technology

Coordenação / Coordination
Alyne Costa
André Araujo
Anelise De Carli
Fernando Silva e Silva

Resultados
Outcomes

DESERTO DE MEMÓRIAS

30 fotografias (diferentes técnicas)
1 vídeo (10min)
2022